Clássico-Rei começa em chamas: árbitro reconhece toque no braço, mas nega pênalti ao Fortaleza

Foto: Thiago Gadelha/ SVM


Polêmica no Clássico-Rei! O empate entre Ceará e Fortaleza, disputado neste domingo (8), na Arena Castelão, foi marcado por um lance que gerou intensa discussão logo no início da partida. Aos seis minutos do primeiro tempo, o Fortaleza reclamou de um possível pênalti após um cabeceio de Cardona, em que a bola resvalou no braço de Zanocelo, volante do Ceará.

Após o jogo, o árbitro Marcelo de Lima Henrique se pronunciou e admitiu que houve o toque da bola no braço do jogador alvinegro. No entanto, o juiz explicou que a penalidade não foi marcada por conta da posição do braço no momento do lance. Segundo a avaliação da arbitragem, o braço de Zanocelo estaria em posição considerada natural, sem aumento do espaço corporal, o que descaracterizaria a infração prevista na regra.

"Claramente, no campo de jogo, é uma ação de disputa entre dois jogadores. (...) E depois a bola pega, sim, no braço do jogador do Ceará, que está na descendente. O braço em descendente é um braço normal para aquela disputa. Portanto, para mim, no campo de jogo, essa foi a visão”, destacou o árbitro em coletiva após a partida.

É um lance até, muito didático, para não penal. Porque, como vem de uma ação de disputa, a bola é disputada primeiro e ela cai repentinamente, mudando a sua direção bruscamente. A bola que vem longa. Então, o braço do jogador estava numa posição natural para disputa. Obviamente que há o contato, sim, mas é um lance que, para a gente, que já vê vários vídeos e estuda muito esses lances, fica um lance de fácil análise para não penal. Essa foi a visão no campo de jogo”, completou.

Mas eu entendo as argumentações, entendo o clamor das pessoas quando acham que bate no braço tem que se marcar o penal dentro da área”, finalizou.

A regra diz que:

- Se o braço estiver em posição natural, acompanhando o movimento do corpo, não é infração.

- Se o braço estiver em posição antinatural (abrindo espaço de forma não justificada pela dinâmica do movimento), pode ser pênalti — mesmo que esteja “descendo”.

- Rebotes inesperados, desvios curtos ou bola que bate no próprio corpo do jogador antes de tocar no braço tendem a não ser falta.

- Ausência de intenção não isenta, mas a posição e o movimento do braço são decisivos.

*Com informações do Diário do Nordeste


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