Fernando Miguel aciona o Ceará na Justiça e cobra R$ 11 milhões por supostos prejuízos após tratamento de lesão

Foto: Thiago Gadelha/SVM

O ex-goleiro Fernando Miguel entrou com uma ação judicial contra o Ceará Sporting Club, na qual cobra uma indenização de R$ 11 milhões. O processo, protocolado no Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região, em Fortaleza, também inclui um pedido de reintegração ao elenco alvinegro para que o atleta possa concluir o tratamento da lesão que sofreu enquanto defendia o clube. A informação foi divulgada pelo ge.

Atualmente com 41 anos, Fernando Miguel está sem clube. O goleiro deixou o Ceará no fim de 2025 e, posteriormente, foi anunciado pelo Guarani-SP. No entanto, problemas persistentes no joelho resultaram na rescisão do vínculo com a equipe paulista.

Segundo a ação, a origem da disputa remonta ao dia 24 de junho de 2024, quando o arqueiro rompeu o ligamento cruzado do joelho esquerdo durante um treinamento realizado no CT de Porangabuçu. A defesa do jogador sustenta que o tratamento e o processo de recuperação conduzidos pelo clube não tiveram o resultado esperado, comprometendo de forma definitiva seu desempenho profissional.

De acordo com os advogados de Fernando Miguel, uma ressonância magnética realizada em 1º de dezembro de 2025 apontou a existência de fissuras condrais profundas na patela, além de derrame articular no joelho esquerdo. Mesmo com esse quadro clínico, o goleiro foi relacionado pelo Ceará para o confronto contra o Flamengo, válido pela Série A do Campeonato Brasileiro, na última rodada da competição em 2025.

Diante desse cenário, o escritório Marilu Maciel Advogados Associados, responsável pela defesa do atleta, solicita que Fernando Miguel seja reintegrado ao clube para receber o tratamento adequado até estar plenamente apto para retornar às atividades profissionais.

Além da indenização milionária, a ação também cobra o pagamento de verbas trabalhistas que, segundo a defesa, permanecem pendentes. Entre elas estão dois meses de salários atrasados (novembro e dezembro de 2025), além de 13º salário, férias e depósitos do FGTS que seriam de responsabilidade do Ceará Sporting Club.

Até o momento, o clube não havia se manifestado publicamente sobre o processo. A disputa agora seguirá tramitação na Justiça do Trabalho, onde serão analisadas as alegações apresentadas por ambas as partes.

*Com informações do Diário do Nordeste

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